Madame Bovary – realismo flaubertiano

NOVA E LINDA EDIÇÃO

Italo Cavino: “Amo Flaubert porque, depois dele, não se pode mais escrever como ele”.

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Flaubert, contrariando toda tendência, coloca a ação de Madame Bovary no presente, em um quadro rural e pequeno burguês no coração da Normandia. Sua heroína é uma mulher mal casada, que, em razão de sua educação romântica, é levada ao adultério e a uma fatalidade. Filha de proprietários rurais abastados, Emma se casa com Charles Bovary, oficial de saúde que havia enviuvado recentemente de uma esposa tirânica, homem medíocre e de espírito provinciano. Educada em um convento, Emma fora marcada profundamente pela leitura de romances sentimentais e adquire uma personalidade sonhadora e romanesca que a faz desejar viver como as heroínas dos livros que lia. A esse mundo fantasioso, opõe-se a aridez de sua vida conjugal e o ambiente provinciano em que vive. Um baile no castelo de Vaubyessard convence-a de que aquele mundo sonhado existe. Começa então o declínio da heroína por não poder viver plenamente as exigências de sua imaginação romanesca: crise nervosa, tédio, misticismo, infidelidade, dívidas, morte. (…)”.

Por prof. Dr. Adalberto Vicente

A OBRA

A importância da obra Madame Bovary é inegável. Costumamos ter conhecimento sobre ela desde nossa tenra idade juvenil e não é por menos que a obra de Flaubert seja até hoje muito estudada.
Madame Bovary foi precursora do Realismo em sua forma densa e subjetiva. Despreocupado com qualquer regra, ou mesmo em causar desconforto ao leitor, Flaubert opta pela minúcia. Não tem como não se envolver com cada sentimento vivido pela protagonista Emma. A personagem e suas frustrações psicológicas ficaram tão marcadas que hoje se fala no termo bovarismo, ao se referir a sentimentos que levam ao desvio da realidade e a autoimagem corrompida, tal qual Emma Bovary.

O PROJETO

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O projeto de Madame Bovary começou há um ano e foi sendo lapidado até adquirir desde excelência no texto até um acabamento visual ideal, que remetesse à obra e ao feminino delicado.
A edição foi contemplada com a ótima tradução de Herculano Villas-Boas e prefaciada pelo professor e doutor em Literatura Francesa Adalberto Luis Vicente, professor da Universidade Estadual Paulista (UNESP).
O formato escolhido foi o 16×23, com capa dura acolchoada e acabamento de luxo, que quer dizer que tem cor especial e hot stamping: o nome dado a esse brilho especial em dourado do título.
Devido Madame Bovary ser um livro que relata a vida de uma pessoa, a ideia do projeto visual deveria remeter a um álbum antigo de fotografia, por isso o livro é semelhante a uma “caixa” e também na abertura do livro há uma imagem de época.
Todos os detalhes de aberturas e cabeçalhos levam-nos a época do realismo francês do século XIX.
Além disso, ainda na parte visual, optamos por tons claros de verde em Pantone e claro, o fitilho que dá o toque especial.
Contamos um pouco da intimidade desse projeto editorial, agora é hora de lermos o segredo polêmico de Emma Bovary. Boa leitura!

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